Encontramos esta princesa bailarina na Republica Checa e a trouxemos para nossa filha. Gostamos da boneca não só porque era tão linda e rosinha (sua cor preferencial), mas porque ela tinha uma função – ela iria pegar a boneca e fazer com que ela movesse, dançasse como uma alegre princesa bailarina. E isso iria fazer-la muito feliz e todos nós iríamos dar muita risada junto com ela.

Esta boneca me fez pensar muito sobre minha vida com Deus e o ser mãe. Ela repara tudo e presta atenção em tudo o que eu faço. Está muito apegada a mim e me admira e elogia todos os dias. Sei que é uma fase, algo da idade de 3 anos, que faz com que a criança tenha uma aliança muito forte com a pessoa que lhe mais presta cuidados. Isso cria uma oportunidade única para mim e também uma responsabilidade muito grande.

‘Pois nele vivemos, nos movemos e existimos’, como disseram alguns dos poetas de vocês: ‘Também somos descendência dele’. Atos 17:28

Já ouvi tantas vezes pais dizerem que não impõem Deus em seus filhos pois eles precisam fazer suas próprias decisões. Mas todos os dias vejo na minha filha que grande parte do que ela sabe e é, aos 3 anos de idade, tem fonte começando em mim, como mãe, o Joshua, seu pai, seu Vovô e a Táta, seus tios, amiguinhos da igreja e principalmente a Tia Mimi, professora pastora das crianças.

Lembro-me que quando ela tinha 6 meses, o pastor ficava abismado que na hora do louvor ela levantava as mãos para adorar (porque foi ensinada). Com 1 ano, ela não cantava “Parabéns” (porque não foi ensinada) mas falava “Amém” em resposta de algo maravilhoso na reunião (porque foi ensinada). Com 2 anos, ninguém podia ficar doente em casa porque ela já pedia o óleo (porque foi ensinada) para ungir e orar por cura. Quantas vezes meu pai em crise na sua saúde recebeu alívio de Deus por causa da oração dela (porque foi ensinada)!

Sei que ela já tem experiências com Jesus, pois só Ele mesmo pode trazer tanto entendimento a uma criança. Porém, também sei que ela olha para mim para aprender mais de Deus. E ela precisa ver uma mãe que já morreu para o mundo, sem ídolos e modismos da hora, tanto de ícones de criança como de adultos, que vive, existe e se move somente em Deus. Ainda não sou, mas quero ser esta mãe.

Mais que nunca, nós pais precisamos ser ensinamentos andantes, mostrando para nossos filhos o que é viver para Deus, porque eles estão crescendo numa geração movida pelo virtual. E é tão fácil deixar que a cultura em volta plante conceitos de vida neles, mas nós precisamos fazer o esforço específico de priorizar os valores de Deus, aquilo que vai durar, aquilo que eles lá na frente vão olhar para atrás e agradecer a Deus pela mãe que os ajudou a viver a história linda da vida deles.

E eu, o que posso fazer? Eu tenho que saber que estou sendo vista e que tudo que minha filha ver em mim não pode ser movido por vozes mesquinhas do momento, pela minha carne, pela cultura onde vivo, por valores do mundo ou desta era, mas sim por princípios eternos e pelo Espírito Santo. Como esta princesa bailarina, sem vida por ela mesmo mas cheia de graça por causa do mover da mão do Pai Celestial, eu quero ser.

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