“Vocês todos são filhos da luz, filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não durmamos como os demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios; pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite.” I Tess. 5:5-7

Jesus disse que tudo que nós pedirmos ao Pai no nome dEle, o Pai nos dará (Jo. 16:23). Isso não quer dizer que temos que somente dizer “Em nome de Jesus!” para fazer a oração funcionar. Na verdade, isto significa que devemos orar como se Jesus estivesse orando. Jesus não somente oraria de acordo com a vontade do Pai, mas também teria a postura correta, tanto em seu coração como em obras, para fazê-lo. Por isso eu preciso de Jesus. Preciso da justificação que só encontro nEle através da Sua morte e do exemplo que Ele me deixou para saber como viver, e não pecar mais. Jesus foi severo com os religiosos e conhecedores da Lei, mas tão perto e cheio de compaixão dos contritos e humildes de coração.

Uma lição muito séria que Jesus nos deixou foi sobre a árvore. O texto diz:

“Considerem: Uma árvore boa dá fruto bom, e uma árvore ruim dá fruto ruim, pois uma árvore é conhecida por seu fruto. Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas?  Pois a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau do seu mau tesouro tira coisas más. Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar  conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras vocês serão justificados, e por suas palavras serão condenados.” Mateus 12:33-37

O texto é bem claro. Jesus usa uma metáfora mas explica sem mistérios com palavras bem claras o que ela significa. A essência do meu coração é refletida na minha boca. Posso esconder por muito tempo, mas um dia o coração borbulha e sai o que está lá dentro – o tesouro bom ou o tesouro ruim. Por um momento posso enganar a todos ao meu redor, mas com o tempo, por mais caladinho que meu temperamento seja, os meus pensamentos se transformam em palavras audíveis… essas que vão edificar e trazer transformação para vida ou que vão destruir, trazer contendas e divisão, dúvida, ou fazer o meu próximo tropeçar.

Aqui Jesus novamente está tentando dar um ensinamento aos fariseus, aqueles que estavam dentro dos templos e enfatizavam muito as obras. Ele os chama de raça de víboras porque como eles podiam dizer coisas boas sendo que Ele conhecia os pensamentos maus deles?

Os filhos de Deus não andam nas trevas, onde as coisas são nos escondidos. Os da luz estão sempre atentos, alertas, acordados. Os das trevas dormem, não vigiam, não são cuidadosos, não são cientes dos ambientes de trevas, pois estão dormindo. Os das trevas também se embebedecem; são intoxicados de tal forma que perdem o sentido do que é certo e o que é errado, o que é santo e o que é profano, o que é espiritual e o que é carnal.

Que nesta semana eu e você possamos escutar os nossos pensamentos e nos arrependermos das coisas que falamos. Os que estão ao nosso redor comem do fruto que saí de nós. Podemos os alimentar ou fazê-los doentes. Também precisamos do nosso irmão, nossa família, nossos pastores, o Corpo de Cristo, para nos podarem e nos repreenderem pelas palavras inúteis que saiem de nós.

Sejamos cientes das consequências do que falamos e não vamos jogar conversa fora nesta semana. Pois por nossas palavras seremos justificados ou condenados. Coisa seríssima!

Perguntas:

Falo bem só das que pessoas que admiro? Só daqueles que concordam comigo?

Sou capaz de bendizer alguém por ter me feito pelo menos um bem na vida e ter me ensinado algo?

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