Há uns dias atrás meu esposo e eu tivemos o privilegio de conhecer o irmão David de Dallas. Sua história tocou muito o meu coração, mas o que mais me abençoou e desafiou é o fato de que ele e sua esposa frequentam uma igreja de surdos. É uma congregação de 80 pessoas surdas cujo o pastor também é surdo. Esse grupo não é um departmento de uma igreja, mas sim uma congregação autônoma debaixo da convenção batista. E esse casal, com todos os talentos e seus sentidos perfeitos, escolheram fazer parte dessa congregação, onde sabem que podem mais dar do que receber.

Isso sacudiu o meu coração. Hoje a maioria das pessoas nas igrejas esta’ a procura servant_evangelism do lugar onde elas podem ser servidas e não simplesmente servirem. Vêem a igreja como um hospital, onde vão para serem tratadas com toda atenção e cuidado, ou como um restaurante onde tem que ser o lugar mais “bonito, bom e barato”. Se não recebem mais atenção direcionada ou o suprimento de suas necessidades pessoais ou familiares, procuram outro pronto-socorro. Se não saiem de estômago animado pela palavra oba-oba do pastor com sorvete e cafezinho, dizem não estarem alimentados e saiem a procura de outra lanchonete.  É bem mesmo claro: o assistir o culto versus o participar do culto ao Senhor na reunião do Corpo de Cristo. Não vamos esquecer que até Jesus foi deixado por seus discípulos, que aprenderam tudo com Ele, mas foram ileais e ingratos por causa de um sermão mais duro um dia.

Quando a congregação não mais serve os interesses pessoais, em nome do “Espírito Santo” dizem serem guiados a outro lugar. Oh que coisa terrível! Quebra do 3º mandamento! Tomando o nome de Deus em vão! É mais ainda berrante, quando um jovem diz que o tempo dele ou dela terminou naquela igreja, com todos sabendo que a motivação é que lá não encontrou a namorado/a da sua vida.

Não quero dizer aqui o que todos já sabem, com a exceção dos surdos espirituais que têm  seus ouvidos tapados pelos os seus desejos e motivações carnais. Não sei se o irmão David toca algum instrumento ou canta maravilhosamente, ou se prega com tanto carisma e argumentos; porque nessa congregação de surdos, esses talentos não são tão importantes.  Posso presumir então que estas coisas não são o que os prendem lá . Eu só tenho certeza de uma coisa de que ele e sua esposa escolheram serem fiéis debaixo de um pastor limitado, adorando a Deus com irmãos com deficiências, muito diferentes deles, sabendo que ali era a vontade de Deus para suas vidas, onde poderiam servir e não necessariamente serem servidos. Imagino que esse casal traz muita alegria para aqueles irmãos, pois numa situação como esta, não há como haver fingimento, mas sim total entrega e amor.

Mas há tanta gente viva no meio do povo de Deus que é incapaz de simplesmente servir uns aos outros. É tanto argumento, tanta preguiça, tanta arrogância no nome da cerimônia que não podem se quer se abaixarem para pegar um papelzinho no chão da igreja,  sem ter que pedir ou, melhor, serem reconhecidos. Isso é porque ainda não morreram. É necessário morrer para o seu próprio interesse para poder ser servo… Jesus já havia morrido antes da criação do mundo (Apoc.  13:8)  para poder descer da glória para servi-nos e entregar o Seu corpo na cruz por mim e por você.

Não adianta fingir servir sem morrer primeiro. Mais cedo ou mais tarde, o vivo aparece.

Como sabem, quem manda no povo são aqueles que têm poder e os grandes usam de autoridade sobre eles, mas no vosso meio não será assim. Quem quiser ser grande entre vocês deve servir-vos. E quem quiser ser o maior de todos deverá ser criado de todos. Porque até eu, o Filho do Homem, não estou aqui para ser servido, mas para servir e dar a minha vida para resgatar muitos. Marcos 10:42-45

Logo mais quero compartilhar mais do que aprendi com esses servos irmãos.

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